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RESENHA: Ique Carvalho - Trago Seu Amor de Volta sem Pedir Nada em Troca



Oi, gente! Tudo bem com vocês? O primeiro livro de 2018 é o do inspirador e também blogueiro (e também publicitário!) Ique Carvalho. É seu segundo livro solo e ele também é um dos autores de Muito Amor, Por Favor (vocês podem ler a resenha aqui). 

FICHA TÉCNICA
Trago Seu Amor de Volta sem Pedir Nada em Troca
Autor: Ique Carvalho
Ano: 2017
Editora Sextante
240 páginas

Em seus livros, Ique traz seus textos que falam sobre o amor, sobre a vida, o sofrimento, e também sobre seu pai. Cada texto tem uma música de background - vocês podem conferir a playlist inteira do livro no Spotify. Em Trago Seu Amor de Volta, eu percebo um Ique positivo, extremamente apaixonado pelas mulheres que sorriem. É fantástico! O livro é para todos: os recém-apaixonados, os que sofrem por um coração partido, os que sofreram uma perda, os que estão casados há 30 anos. É muito legal como o Ique tem ao menos um ensinamento/conselho para todos, sem importar a idade, estado civil ou crença.

Eu acho muito bacana como o escritor consegue explicar o amor (e outras coisas) de uma maneira tão simples, sutil, assim como uma criança. Com o Ique, você entende que a felicidade a dois é muito mais fazer pastel no domingo a tarde do que uma viagem esplendorosa por Dubai. Mas a viagem também é. Dá pra me entender? hahaha


Para sentir a vibe do livro, é só dar uma espiadinha (ou um mergulho profundo) no blog do Ique, The Love Code. Também separei vários trechos que amei no livro:

"Porque, se a pessoa não me deu uma chance, a vida me dá um monte. E isso é muito mais excitante." 
"Eu só quero lhe pedir que, por alguns minutos, deixe os problemas de lado em favor de algo mais importante: o amor. E, não sei se você sabe, mas dentro de todo amor existem desafios, perdas, frustrações e todas essas coisas server para fortalecer você." 
"A luz no fim do túnel pode ser você." 
"Não existe nada melhor do que sorrir pelas razões certas." 
"São 7h30. Minha estrela não veio. Tudo bem. Os maiores desejos só podem ser realizados por nós mesmos."
"Esperança é quando você transforma seu sofrimento em amor." 
"A virada é apenas uma contagem regressiva. O que realmente muda a sua vida são as escolhas que você faz todos os dias." 


Agradeço até hoje por ter "conhecido" o Ique. É o tipo de pessoa que deixa nosso dia mais leve! Fica aí a dica para vocês, espero que gostem! Um beijo!

RESENHA: The End of the F***ing World

FONTE
Oi, gente! Tudo bem com vocês? 

No meio do mês assisti à série do momento "The End of The F***ing World", da Netflix, e vim resenhá-la para vocês! 

A série britânica é bem curtinha, a primeira (e por enquanto única) temporada possui 8 episódios de aproximadamente 20 minutos cada (quase um filme! rs); ela é baseada em uma HQ e do gênero humor negro. TEOTFW narra a fuga de James (Alex Lawther) e Alyssa (Jessica Barden), ambos com 17 anos - o primeiro tem o objetivo secreto de matar uma pessoa, pois se considera um psicopata e a garota quer sair de casa e reencontrar o pai. 

Ao longo da jornada dos jovens, incidentes acontecem - quase como que um efeito dominó - e as coisas se complicam quando uma morte passa a fazer parte da fuga da dupla. A partir daí, os acontecimentos vão se agravando e já direcionam os personagens para o desfecho da série. 

The End of the F***ing World te faz rir, te espanta e traz um pouco de angústia. Eu particularmente não gostei do final - então não vá muito preparado para finais felizes. A paleta de tons da fotografia da série é linda e a fotografia num geral, também.  A trilha sonora é sensacional, embalando toda a série. Recomendo, já que ela é bem breve (dá para ver em uma noite) e traz personagens bem singulares, saindo do óbvio.

E aí, você já assistiu? O que achou? Conta aqui nos comentários! 

RESENHA: Fabiana Madruga - Clube dos Herdeiros: como nossos pais


Oi, gente! Tudo bom com vocês? Hoje faço resenha do meu primeiro e-book!  Já havia lido livros em arquivo PDF, mas nunca um e-book propriamente dito.

O e-book, além de ser um livro lido em meios digitais, possui recursos de adaptação ao dispositivo e usuário, como por exemplo: tamanho da fonte, tipologia da fonte, modo noturno, possibilidade de marcar as páginas, fazer notas - em suma, o e-book é interativo! 

O livro "Clube dos Herdeiros: como nossos pais", com 144 páginas físicas, foi publicado pela Editora Draco, que trabalha somente com títulos nacionais, o que eu acho muito bacana! A escritora é a carioca Fabiana Madruga.

Sinopse
Hoje deve ser seu dia de sorte. Sim, é com você que estou falando! Ao abrir esse livro, você ganhará um passe livre, uma tão cobiçada credencial, um passaporte com visto para um mundo que mal se vê pela fechadura. Você poderá conhecer cada um dos membros da nova aristocracia do Rio de Janeiro e saber o que realmente se passa na vida, na cabeça e no coração deles (e eu aposto como você jurava que isso nem existia!). Só me sinto na obrigação de alertar você a respeito do principal perigo, que ameaça aqueles que se julgam sortudos por cruzar essa linha: você vai descobrir que as coisas podem não ser como você imaginava e ter vontade de correr de volta para o seu mundo seguro, que antes parecia tão medíocre. Mas não precisa correr tanto. No meio do caminho sei que você vai dar meia-volta e perceber que não vai a lugar algum. O Clube dos Herdeiros pode não ser nada parecido com um conto de fadas… mas não há como não se apaixonar perdidamente por ele! Pense bem antes de aceitar o convite: existem festas que duram a vida inteira…


O romance nos conta o que acontece por trás das aparências da elite carioca, principalmente retratando a história das melhores amigas Manuela Garcia Leal e Helena Piva de Albuquerque. A encantadora Manu estuda jornalismo, ama praia e é totalmente avoada. Já Helena cursa Direito e digamos, é bem mais pontual nos seus compromissos que a amiga. 

"Algumas pessoas ganham a gente aos pouquinhos."

E assim a história vai se desenrolando, vamos conhecendo o restante da cada família: a rebelde Pietra, irmã mais nova de Manuela; Guilherme, namorado de Helena; Henrique, irmão mais velho da estudante de direito e Amélia, madrinha da mesma. Mas os holofotes no início da obra ficam entre Felipe e um garoto misterioso usando uma camiseta do James Joyce no show da Rihanna - quem vai conseguir estadia no coração de Manuela? 


Clube dos Herdeiros é uma história leve e envolvente, que te deixa ansioso pelas próximas páginas a todo momento. Sem esquecer do cenário apaixonante: o Rio de Janeiro. Mais que os causos e cotidiano de belos jovens em seus melhores momentos, o livro nos revela as mentiras, traições e as verdadeiras faces dos integrantes da elite carioca. Como dizem, "de longe tudo é mais bonito". Você vai descobrir que muitos não têm medo de por tudo a perder e que muita gente não mede esforço para conquistar o que almeja, custe o que custar.

"Mas o que ninguém viu naquela calçada de Ipanema é que talvez as pessoas mudem, mas a gente se recuse a mudar nosso conceito sobre elas."

Gostei muito do livro e do desfecho da história - adoro como os livros nacionais têm o costume de deixar vários pontos ali, não totalmente claros em como tudo acabou. Fabiana escreve em um tom mágico que te envolve - principalmente se você ama o Rio. Recomendo muito a leitura <3

"Você com certeza já deve ter ouvido a Adriana Calcanhoto cantar que cariocas não gostam de dias nublados. Deve ser porque a chuva não combina com a vida que nós escolhemos ter."   

RESENHA - Muito amor, por favor

 

Muito amor, por favor é um livro da Editora Sextante, 239 páginas, escrito por Arthur Aguiar, Frederico Elboni (EOH), Ique Carvalho (The Love Code) e Matheus Rocha (Neologismo). 

O livro retrata o amor em suas diversas formas e cada autor usa a temática de um elemento, por isso o subtítulo "Um sentimento em quatro elementos".

Ique Carvalho, meu favorito dos quatro, fala sobre o amor que é fogo. Com seu estilo singular, a parte de Ique conta com vinte textos sobre o amor pelos olhos do autor, suas experiências e também os ensinamentos que seu pai deixou. 

O que dizer, né? Amo o Ique com todo meu coração, e seus textos, além de transbordarem sensibilidade muitas vezes nos "cutucam" e nos levam a enxergar o que realmente vale a pena nessa vida. Mais que isso, ele nos ajuda a aceitar melhor nossos sentimentos e a ter coragem de verbalizá-los e principalmente, vivê-los. 

"Tenho um milhão de perguntas a fazer, mas, acima de tudoqueria te ver só para dizer que a melhor parte de mim eu te dei."

"E, nesses quarenta e seis anos de casados, sua mãe me ensinou o seguinte: que tem gente que se vira e vai embora e tem gente que fica e faz o melhor que pode."

Matheus Rocha escreve sobre o amor que é terra. Também com vinte textos, Matheus se mostra uma pessoa absurdamente sensível. Seus textos, muito pessoais aparentemente, são repletos de esperança e daquele amor puro que acredita até o final. 

Sinceramente, dos quatro autores, foi o que menos gostei. Achei a escrita um pouco "melosa" demais, o que não faz muito meu estilo, além de achar que o autor quase não conseguiu relacionar o elemento Terra aos textos. Mas gostei muito de alguns textos e pensamentos ímpares do Matheus!

"Eu fico. Fico porque entendi que amar é renunciar. Amar é deixar de lado o orgulho, a razão. Amar é aprender a entender o outro (...)"

"Dizem por aí que, quando dormimos, nossas almas saem para passear pelo universo. Tenho certeza que, pelo cansaço com que acordo, a minha vive correndo atrás da sua."


Arthur Aguiar ficou com o elemento água. São catorze capítulos, compostos por mini-narrativas a cada capítulo ou letras de música. A maioria dos textos são sobre o amor romântico. 

Nesse livro que é sua estreia na literatura, Arthur conta muitas histórias que sempre se concluem com algum belo ensinamento. Seus textos são repletos de positividade, pureza e até uma certa inocência. Achei bem legal, principalmente por conhecer mais seu lado ator. São textos bonitos, mas nada muito extraordinário também. Arthur, por sua vez, conseguiu associar muito seus textos ao elemento que lhe foi cabido, o que achei muito legal! 

"Se todo caminho é para seguir, melhor que seja feliz!"

"Apesar de achar que o nosso mundo está cada vez mais doente e perdido, são situações, infelizmente raras, como essa que me fazem acreditar que um dia o amor pode voltar a ser a coisa mais importante que existe."

Fred Elboni, por fim, ficou com o ar. Ainda não li nenhum livro do Frederico, apenas alguns textos do blog, e me encantei muito pela sua participação nesse livro. Seus vinte textos são muito leves, confortáveis de ler. O escritor conseguiu associar com maestria as temáticas e frases dos seus textos com o elemento Ar. 

Em sua parte, há textos românticos e outros bem pessoais, como o "Jogando defeitos no ventilador" - e muitos deles contêm um sarcasmo gracioso de Fred. Achei os textos muito cheios de esperança também e de naturalidade. Agora estou com mais vontade ainda de ler os livros do Elboni!

"É difícil entender quando vivemos algo sem nome, que não sabemos se acabou ou se, na verdade, nunca começou."

"Será que na padaria sabem que, em vez de um misto-quente e uma média, eu gostaria de um abraço e uma passagem para longe?" 

"E esta é a verdade: pessoas imaturas dizem não sofrer; pessoas maduras sofrem com a consciência do momento vivido."



E aí, gostaram do livro? Como são textos soltos, podem ser lidos fora de ordem, quando der na telha. Gosto de chamar esses livros de "livros de metrô", por conterem textos rapidinhos de ler e que não têm uma continuidade. Sem contar que esse livro é o mais fotogênico possível, risos.

Espero que vocês tenham gostado da resenha, um beijo e até mais!  

RESENHA - Isabela Freitas: Não se enrola, não

Oi, gente! Demorou, mas saiu a resenha do terceiro livro da minha mineira preferida! Se você não conhece a série da Isabela, aqui está a resenha do livro anterior.

Não se enrola, não, lançado em novembro de 2016 pela Editora Intrínseca, tem 224 páginas e continua na lista dos livros mais vendidos aqui no Brasil. 

Isabela, na história, mudou-se para São Paulo. Foi convidada para ser colunista em uma revista e também tem contrato com uma editora para seu primeiro livro. Em meio a maior cidade do país, problemas no trabalho, grandes responsabilidades, há uma pessoa muito conhecida morando no mesmo andar que ela: Pedro Miller. O melhor-amigo e agora ficante da protagonista está deslanchando em sua carreira musical e, ao pedido dos pais de Isabela, alugou um apê no mesmo prédio e andar que ela para poder cuidar da "branquela".



"Ah, só os fortes podem amar! Amor não é coisa para covardes."

Muitas emoções, né? O tão amado por todas, Pedro, tem um relacionamento com a Isabela! Não é namoro, amizade, ela denomina a relação como "isso": ninguém entende direito.


O livro tem partes reflexivas ótimas, e a que mais ganhou meu coração foi a dos princípios básicos para que um relacionamento funcione. O enredo, como toda boa narrativa, tem altos e baixos, momentos em que a gente até prende a respiração ao ler, de tanta ansiedade. Há também alguns capítulos do livro que a personagem escreve na história. Como sempre, indico a leitura, pois todos vocês já sabem do meu amor pela Bebela, né?


"Não existe momento certo para para decidir o que é melhor para sua felicidade."

A obra também traz em seu início as "20 regras para não se enrolar" e elas só aumentam minha admiração pela escritora e seu jeito de pensar e sentir. Todo mundo aprende algo com a Bebela - desde superar um relacionamento lixo até valorizar as verdadeiras amizades.


"Para começar, achar o amor da vida é muito fácil: basta se olhar no espelho. É isso mesmo. Você é o grande amor da sua vida, vai ser sempre sua grande paixão, seu grande motivo para acordar feliz todos os dias, acreditando que pode mudar todo o curso da própria história."

O livro conta com mais algumas surpresas boas, como por exemplo a reatamento dos laços da personagem principal e sua (tão odiada no segundo livro) prima. Há muito humor, cenas engraçadíssimas, passagens tristes, também, e uma observação que eu não poderia deixar de fazer: ao falar de São Paulo, Isabela cita as pessoas que vendem dose de tequila na Augusta - algo que também me chamou muito a atenção quando dei uma passada por lá (risos). Cada vez acho que essa mulher é minha alma-gêmea! hahaha



"O que ninguém nos contou é que os finais felizes não existem. Somos felizes no meio disso tudo. Antes do fim." 

Enfim, espero que vocês leiam esse livro, pois eu o amo! Um beijo e aguardem mais resenhas por aqui, estou voltando com tudo! 

Primeiro vídeo do canal: 5 livros nacionais que eu recomendo!

Oi, gente! Tudo bem com vocês? 

Como tinha prometido, finalmente comecei a fazer vídeos para o meu canal no YouTube! O primeiro vídeo é sobre cinco livros nacionais que eu recomendo a leitura! Não vou dar spoiler, assistam aí para vocês descobrirem! Vocês podem assistir direto no YouTube através desse link.




E aí, gostaram? Mandem suas sugestões nos comentários, curtam, se inscrevam no canal! Um ótimo final de semana para vocês e um beijo! 

Resenha: Cecelia Ahern - Simplesmente Acontece (DESAFIO LITERÁRIO #8 2016)

Oi, gente! Tudo bem com vocês? Cumprindo o 8º item do Desafio Literário 2016 - "Um livro que você abandonou (tente novamente)" - trago a resenha de Simplesmente Acontece, que comecei a ler num período muito corrido da faculdade e resolvi retomar por esses dias! 


"Simplesmente Acontece" (título original: Where Rainbows End), com 448 páginas e publicado pela Editora Conceito, é um romance de Cecelia Ahern todo contado através de cartas, bilhetes, cartões, sms, e-mails etc. Ele conta a história de Alex e Rosie, dois irlandeses e melhores amigos desde a infância, que têm os caminhos separados quando o pai de Alex consegue um emprego em Boston, Estados Unidos. Desde então, os dois nunca obtêm êxito em seu plano de ficarem juntos novamente. 

Os futuros dos melhores amigos se mostram totalmente divergentes e, apesar de algumas decisões erradas os impedirem de estar juntos fisicamente, o vínculo afetivo dos dois jamais se quebra. Um participa da vida do outro através de longas cartas, breves cartões postais ou mensagens instantâneas. Assim, o tempo vai passando e o sentimento da adolescência continua pairando no ar, deixando Rosie e Alex bem confusos.

"Não quero ser uma dessas pessoas de quem as pessoas se esquecem com facilidade, que era tão importante naquela época, tão especial, tão influente e tão querida e, mesmo assim, anos depois se torna apenas mais um rostinho vago e uma lembrança distante. Quero que sejamos amigos para sempre, Alex."

A estória é repleta de surpresas, idas e vindas, frustrações, bom-humor e planos que dão errado. É daquelas narrativas nas quais você pensa "agora tudo vai dar certo!" e não: dá errado. Assim os fatos vão se desenrolando, as personagens vão superando as reviravoltas da vida e o leitor se vê totalmente imerso em um romance cativante.



"Por que deixamos de acreditar em nós mesmos? Por que permitimos que os acontecimentos ou os números ou qualquer outra coisa além dos nossos sonhos governem a nossa vida?"

O livro me surpreendeu muito: não achava que contaria uma história tão rica e tão longa (acompanhamos as vidas de Rosie e Alex dos 6 ao 50 e poucos anos); outro ponto que eu acho positivo é o fato do romance ser epistolar e não uma narração em terceira ou primeira pessoa. Isso deixa a história bem subjetiva e espontânea: como mostra diversos pontos de vista, se torna muito singular e envolvente.

"Acho que a vida gosta de fazer isso com a gente de vez em quando: te joga num mergulho em alto-mar e, quando parece que você não vai suportar, ela te traz para a terra firme de novo."

Sinceramente, Simplesmente Acontece é uma leitura que nos faz sofrer um pouquinho, pela maneira que o destino resolve brincar com as personagens. Mas ela se equilibra no humor ácido de Ruby, grande amiga de Rosie, e na própria Rosie, ao contar suas presepadas. O livro conta com personagens secundários engraçadíssimos, situações inimagináveis e até um chat de divorciados de Dublin. 

"Você pode correr e correr, o mais rápido e o mais longe que quiser, mas a verdade é que, sempre que fugir, lá está você."

Esta é uma resenha bem subjetiva, pois creio que esse livro consegue passar uma impressão diferente para cada pessoa que o lê e, como foi dito, a história do mesmo dura quase 50 anos - revelar o que acontece já nas primeiras páginas seria um grande spoiler. Cada carta ou e-mail é uma nova reviravolta - acho que é a palavra que melhor descreve Simplesmente Acontece.

"Mas todos temos formas diferentes de enxergar as coisas."

"A nossa vida é feita de tempo. Nossos dias são mensurados pelas horas, nosso salário é mensurado por essas horas, o nosso conhecimento é mensurado pelos anos. Agarramos uns minutinhos do nosso dia sempre ocupado pra fazer uma pausa pro café. Voltamos correndo pra nossa mesa do trabalho, olhamos pro relógio, vivemos em função dos compromissos. Mesmo assim, quando esse tempo enfim acaba, bem lá no fundo você se pergunta se esses segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses, anos e décadas foram gastos da melhor maneira possível."

O livro é muito diferente e bem mais completo que o filme - que se mostra bem razoável, ao comparar as duas histórias (a escrita e a adaptada) dos melhores amigos. Contudo, apesar de a adaptação mudar uns 70% da história, ela é muito bem feita e deixa o coração mais aliviado. Simplesmente Acontece é uma das estórias sobre amizade mais lindas e profundas que já li, que nos faz refletir muito, lembrar dos antigos amigos e que também enche nosso coração de esperança - afinal, algumas coisas vão "simplesmente" acontecer: é o destino brincando de roteirista e controlando todos os atos.

Aqui está mais uma resenha, gente! Espero que vocês tenham gostado! Quem aqui já leu ou quer ler? Digam nos comentários! Um beijo! 

Para ler os outros posts do Desafio Literário, é só clicar aqui.



Resenha: Jojo Moyes - Depois de você (DESAFIO LITERÁRIO #15 2016)


Após ler Como eu era antes de você (e chorar litros), comecei a ler o tão aguardado futuro de Lou em "Depois de você", da editora Intrínseca. Segue a descrição:

Em Depois de você, Lou ainda não superou a perda de Will. Morando em um flat em Londres, ela trabalha como garçonete em um pub no aeroporto. Certo dia, após beber muito, Lou cai do terraço. O terrível acidente a obriga voltar para a casa de sua família, mas também a permite conhecer Sam Fielding, um paramédico cujo trabalho é lidar com a vida e a morte, a única pessoa que parece capaz de compreendê-la.
Ao se recuperar, Lou sabe que precisa dar uma guinada na própria história e acaba entrando para um grupo de terapia de luto. Os membros compartilham sabedoria, risadas, frustrações e biscoitos horrorosos, além de a incentivarem a investir em Sam. Tudo parece começar a se encaixar, quando alguém do passado de Will surge e atrapalha os planos de Lou, levando-a a um futuro totalmente diferente.

Eu li por aí que muitas pessoas odiaram o livro, preferiam não tê-lo lido, totalmente revoltadas com o que Jojo tinha reservado para Lou. Pensei que haveria outra tragédia, e li o livro totalmente apreensiva, esperando tudo ruir. Porém, ao contrário da opinião dessas pessoas, eu gostei bastante do desfecho (e seu desenrolar) e sinceramente do livro em si, também.

(Justamente por isso, esse é o 15º item do Desafio Literário 2016: Um livro muito criticado!)
"Assim, tendo perdido minha família e o homem que eu amava, todos os vínculos que eu possuía com quem eu era foram cortados. Tinha a sensação de que eu simplesmente saíra voando, sem amarras, para algum universo desconhecido."
Como diz a descrição, Louisa tentava superar tudo o que havia acontecido em sua nova vida, em Londres, após viajar pela Europa - e ela não estava obtendo muito sucesso em tudo isso. Estava em um emprego mais-ou-menos, habitando um apartamento que nem parecia ser habitado. Após beber muito vinho, estava em seu terraço e, uma voz que ela jura ter ouvido a assusta e ela vai de encontro ao chão.

"E o que aprendemos compartilhando nossas memórias, nossas tristezas e nossas pequenas vitórias é que não há problema em ficar triste. Ou perdido. Ou com raiva. É normal sentir certas coisas que os outros não podem entender, e algumas vezes por bastante tempo. Todo mundo tem um percurso próprio."

Clark não morre, apenas se desmonta toda. Sendo assim, precisa voltar para sua cidadezinha natal para se recuperar e, de quebra, aguentar os falatórios sobre toda situação que foi a morte de Will. Falando em Will, superar sua ausência não tem sido nada fácil para Lou. Ao retornar a Londres, os pais a forçam a frequentar um grupo de superação de luto (pois muitos acreditavam que ela tinha, na verdade, se jogado do terraço) e lá, ela reencontra o paramédico que a socorreu em seu acidente. 

Sam vira, então, o cara da vez. Presa ainda ao passado e com certo medo de seguir em frente, Lou fica receosa de mergulhar em um novo relacionamento. Mas o paramédico não é a única novidade em sua vida, uma nova pessoa - e não necessariamente alguém do passado de Will - bate a sua porta, literalmente. E é essa pessoa que nos faz pensar: tudo poderia ser diferente! Droga, as coisas realmente poderiam ter sido diferentes!

"De repente fiquei feliz com a solidez que ele oferecia naquele mundo onde era tão fácil cair."

Essa nova pessoa faz Lou ter uma nova rotina, novos problemas e preocupações. E com a mesma mão que dá, parece também tirar. Não vou contar mais detalhes, porém essa nova personagem é o ápice do livro, além da relação de Lou com Sam. 


Creio que muitas pessoas não gostaram do livro pelo seu ritmo lento - porém acho que ele relata com bastante fidelidade como é a vida de alguém que tenta seguir em frente e está um pouco deprimido. Depois de você inicialmente não possui uma sequência fascinante de descobertas e aventuras, e sim uma coisa ruim atrás da outra, tristeza e sofrimento - até porque não se dá para esperar muito mais de uma fase de luto, não é mesmo? Jojo foi bem competente ao transmitir toda a situação emocional da personagem principal. 

"Ela foi pega de surpresa quando eu ri. Pode ter sido porque eu ainda estava em choque. Mas gosto de pensar que foi nesse momento que me dei conta de que não tinha mais medo de nada."

É praticamente impossível não torcer pelo relacionamento Lou/Sam, por essa nova pessoa e até por Camilla Traynor. O livro nos faz refletir sobre como decisões subjetivas influenciam tantas vidas e mudam tantas rotas. Na verdade, se tem uma coisa que esse livro nos faz (além de chorar), é refletir. Sobre a morte, a ausência, a responsabilidade de cada ato e também sobre recomeçar. Eu gostei muito do livro, apesar de seu comecinho "empacar" a leitura, e Jojo Moyes continua se mostrando uma escritora que nos impressiona e, a cada página, nos faz perder o fôlego. 

Quem aqui já leu Depois de você? Quem quer ler? Gostaram da resenha? Contem nos comentários! Um beijo e um ótimo fim de semana!

Resenha: Como eu era antes de você - Jojo Moyes (DESAFIO LITERÁRIO #17 2016)

Você só vive uma vez. É sua obrigação aproveitar a vida de melhor forma possível.
 
Oi, gente! Estou aqui para cumprir mais um item do Desafio Literário. O item é o 17, "Um livro que te indicaram". E quem me indicou o sucesso da Jojo Moyes, Como eu era antes de você, publicado pela Intrínseca? Leitores do blog! Além de indicarem o livro, eles indicaram também uma caixinha de lenços - que foi de muita utilidade! Mas vamos lá!
 
Louisa Clark, nossa protagonista, era uma mulher que não tinha muitas ambições - ela estava feliz com seu emprego em um café, sua família, seu namorado. Até que um dia, o café onde ela trabalhou por anos foi fechado - e o mundo de Lou dá uma grande oscilada.
 
Então vou dizer uma coisa boa (...) Alguns erros... apenas têm consequências maiores que outros. Mas você não precisa deixar que aquela noite seja aquilo que define quem você é. (...)Você, Clark, tem a escolha de não deixar isso acontecer.

 
 
As vagas disponíveis na Agência de empregos da sua pequena cidade não são muito adequadas para  Clark: fábrica de frangos, casa de shows com dançarinas de pole dance e por aí vai. Então, uma vaga de cuidadora surge e Lou decide se candidatar (por não ter nenhuma outra opção). Ela começa então a cuidar de Will Traynor, um homem rico, amargo e tetraplégico de 35 anos, que não tem mais muita vontade de viver.
 
Sabe, você só pode ajudar alguém que aceita ajuda.

 
O que eu preciso dizer sobre esse livro é: foi o livro que eu mais tive uma impressão errada sobre, antes de realmente lê-lo. Como eu era antes de você é uma história de amor, porém não é simplesmente uma história de amor: vai muito mais além. O livro diz em alto e bom som: se você ama, você precisa deixar que a pessoa tome suas próprias decisões.
 
A vida de Will Traynor era tão diferente da minha. Quem era eu para dizer como ele deveria viver?

 
O sarcasmo de Will provoca muitas risadas, da mesma forma que as respostas inusitadas de Lou também causam. Mas você vai chorar muito, também, anota aí. A história vai se encaminhando para um desfecho ilógico e é como se o final não fosse feliz, nem infeliz, ou nem existisse de fato. Que loucura, né? Só posso dizer que é tudo muito triste, mas, ao mesmo tempo, como um renascimento. 
 
Eu não sabia que a música era capaz de fazer com que coisas novas surgissem dentro da gente e de nos levar a lugares que nem o compositor imaginou. Deixava uma marca no ar a nossa volta e era como se, ao sair do concerto, você carregasse os resquícios consigo.


Nosso mascote, Minas, também se emocionou muito. "É impossível não chorar", ele afirma.
Alguns capítulos são narrados por outros personagens: os pais de Will, seu fisioterapeuta e cuidador, Nathan, e a irmã de Lou, Treena. Isso traz mais dinamicidade à história, além de outros pontos de vista. 
 
Não estou lhe dizendo para saltar de prédios altos, nadar com baleias ou algo assim (embora, no fundo, gostaria que você fizesse essas coisas), mas para viver corajosamente. Ir em frente. Não se acomodar. Usar aquelas meias listradas com orgulho.

 
É difícil falar sobre esse livro sem dar muitos spoilers. É uma história de como o amor causa mudanças, transforma vidas e ameniza a dor. A única coisa que posso dizer é: leia. Esse livro me marcou de uma forma inacreditável e mudou minha maneira de enxergar muita coisa.


Espero que vocês tenham gostado da resenha! Estou muito ansiosa para o filme, que estreia em junho desse ano. Um ótimo começo de semana e... Um beijo!

Resenha: Making a Murderer - Netflix

FONTE
Oi, gente! Tudo bem com vocês?

No final do carnaval, resolvi assistir à tão falada série Making a Murderer, produzida pelo Netflix. São 10 episódios, com uma média de uma hora cada.

Antes de tudo, queria ressaltar que eu não gosto de ler nada sobre a série antes de começar a assisti-la e então mergulhar de cabeça. Então eu não sabia destas duas coisas:
A série é, na verdade, uma série documental. (Isso significa: realidade)
Não sabia a super repercussão e revolta que ela estava causando 

Mas vamos à história:

A série documental retrata a história de Steven Every, um homem de 41 anos que acaba de ser inocentado de uma acusação de agressão sexual. O problema é que ele ficou 18 anos preso, de graça.
O primeiro episódio mostra como o julgamento de Steve foi parcial e nada justo, com a simples exclusão de outros possíveis suspeitos.

Aos 43 anos, enquanto movia uma ação contra o condado de Wisconsin pelo seu julgamento errôneo, Every é novamente acusado, agora de assassinato. A fotógrafa Teresa Halbach, que havia passado pela sua propriedade, estava desaparecida há alguns dias. A polícia faz, então, uma busca de oito dias na propriedade dos Avery, e encontra várias provas que incriminam Steve. 

Assim, Steve é preso novamente enquanto aguarda seu julgamento. Alguns meses se passam e uma bomba estoura na mídia: seu sobrinho de apenas 16 anos, Brendan Dassey, confessa sua participação no crime e dá detalhes: estupro, cárcere privado, mutilação, homicídio e incineração do corpo de Teresa.

E aí você pensa "nossa, ele é realmente culpado!", até... assistir ao depoimento de Brendan. Percebe-se que ele foi induzido a dar aquelas respostas, apenas confirmando, e não verbalizando totalmente as informações do crime. Além do jovem perceptivelmente ter uma capacidade cognitiva abaixo da média.

Com todas essas informações, dá-se continuidade nos julgamentos do tio e seu sobrinho.

[MOMENTO SPOILER DO POST, SE NÃO QUER SABER, PULE A PARTE EM ITÁLICO]

A todo momento inconsistências são percebidas nas provas da acusação: ausência do sangue de Teresa no quarto de Steve; a chave do carro de Teresa que foi encontrada só após 4 dias de busca e sem nenhum DNA da vítima; o sangue da vítima no porta-malas do carro, sendo que, segundo a acusação, ele a matou em sua propriedade e a queimou ali; exames de laboratórios inexatos; novamente, como quando Every tinha 23 anos, a exclusão de outros possíveis suspeitos. São tantos itens para citar aqui, que o post ficaria imenso. 

Na minha - e exclusivamente minha - opinião, o colega de quarto de Teresa está muito mais próximo de ter cometido o crime do que Steve. E a prisão perpétua para ambos os acusados é injusta, além de errônea.

Achei na internet uma teoria criada por fãs sobre o que realmente aconteceu, vocês podem lê-la aqui.
 

FONTE

QUAIS MINHAS PERCEPÇÕES SOBRE A SÉRIE?
 
Em primeiro lugar, a série é muito envolvente e te prende
de uma maneira incrível, ainda mais por ser documental. Comecei a assistir e não conseguia parar, até porque estava ansiosa para descobrir o destino de Steve e Brendan.

O que eu pensei nas mais de 10 horas de série foi: como uma pessoa perdeu mais da metade de sua vida por um sistema judicial altamente questionável e corrupto. As imagens do Steve de 23 anos, segurando um de seus filhos gêmeos recém-nascido, e do mesmo aos 41, voltando para casa, só retratam como muita coisa foi tirada de um homem inocente. 

O sistema penitenciário dos Estados Unidos é muito mais rigoroso que o brasileiro: penas mais duras, sem possibilidade de "saidinha" em feriados. Devido a isso, acredito que os julgamentos deveriam ser feitos da forma mais humana e justa possível - durante todo documentário são exibidas inúmeras falhas, tão inúmeras, que anulariam qualquer julgamento aqui no Brasil - até porque, quando você entra numa cadeia norte-americana, é incrivelmente difícil conseguir sair. 

É claro que o Brasil e os EUA possuem constituições diferentes, então nossas percepções serão também diferentes: porém um inocente aqui, também é um inocente lá.

Outra coisa que notei foi o imenso preconceito com as pessoas que não se encaixam em uma comunidade, em um status: só por você ser diferente da maioria, você já é dez vezes mais culpado que os outros.

Por fim, o que mais ficou marcado foi minha revolta e indignação - creio que em todos que assistiram a série, também. É claro que uma produção possui um ponto de vista e métodos para evidenciá-lo, mas creio ser impossível um documentário ser tão bem arquitetado ao ponto de transmitir exatamente o contrário da realidade.

Bem, foi isso! E quem assistiu, o que achou? Lembrando que todas as opiniões desse post são exclusivamente minhas, a minha percepção sobre a série. 

Espero que vocês tenham gostado da resenha!

Um beijo!